No futebol eu sou, digamos assim, uma Jabulani: acompanho muito pouco e vario bastante entre os times que torço, com exceção do Remo e do Flamengo. Mas tem uma coisa que me parece óbvia, mas que não escutei nenhum dos bambambans comentarem: acho que o fracasso de seleções importantes na história das Copas, como França e Itália, e a confirmação das boas performances das seleções sul-americanas, tem uma única causa: a balança comercial futebolística entre esses países que apresentam grandes campeonatos internos e pouco desempenho com suas seleções e nossas seleções, cujos países são grandes exportadores de craques para a Europa.

Me parece bastante claro que, quanto mais estes países importam nossos goleadores e goleirões, menos investem na formação de uma base de jogadores que renovem os seus escretes.

Reclamamos hoje da convocação de Grafite, de Michel Bastos, de Josué, de Felipe Melo, mas pense bem: que país pode de se dar ao luxo de não convocar pra batalha um Ronaldinho Gaúcho, um Ganso ou um Neymar? Ao contrário dos importadores, temos craques de sobra pra formar umas três ou quatro seleções e se a do Dunga não é a seleção que gostaríamos de ter, paciência: foi a que ele escolheu pra chamar de sua.

Pode até ser que ganhemos a Copa com a seleção dele, que tem o ótimo hábito de jogar bem em jogos decisivos e a péssima mania de fazer o nosso coração sair pela boca em jogos sem tanta importância.

É nisso que estou acreditando. Agora que jogos são todo decisivos, acho que vamos ver a seleção jogar pra valer. Tá certo que é a seleção do Dunga e não a nossa, mas pelo menos ainda temos uma pra torcer. Estamos, certamente, bem melhores que os nossos clientes importadores. Como é doce a vida de exportador, né não?

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