Sobre o Dom Zico, capaz do Ney Messias Jr. e o Gaspar Rocha Rocha lembrarem dessa. Nos idos de 1993 ou 1994, fui escalado pelo Walter Jr Carmo a representá-lo na inauguração da Rádio Nazaré (ou da antena da rádio, sei lá). Walter era Coordenador de Comunicação Social da PMB, Ney o coordenador adjunto e eu Diretor do Núcleo de Propaganda. Não sei se foi pegadinha de algum colega (né Gaspar!?) ou desatenção minha, mas, o fato é que cheguei lá na residencia do Arcebispo, na época, na BR, em frente à entrada do Lago Azul, pontualmente às 18h00. Lugar mais vazio do mundo. Ninguém lá! Me levaram então até Dom Zico que me recebeu com um sorriso esplendoroso no rosto, dizendo que o coquetel estava marcado para as 20h00, mas, já que eu estava lá, era seu convidado para jantar, antes do coquetel. Bom, convite de Arcebispo é algo que não se pode negar. Aceitei, esperando encontrar uma mesa farta e ricamente ornada. Dei com os burros n’água e, naquele momento, passei a admirar ainda mais aquele homem simples que emanava bondade em seu sorriso: em uma pequena mesa de madeira, quadrada, numa sala simples, Dom Zico dividiu comigo o seu jantar: um mamão, um copo de leite e algumas torradas. E dividiu muitas histórias também. Conversamos, eu e ele, durante essas duas horas, como se fossemos velhos conhecidos. Naquela noite, dormi feliz! Hoje, tenho absoluta certeza, será a vez dele.

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