Você já deve estar careca de ler sobre o confronto das tablets. De um lado do ringue a poderosa Apple com o seu sistema operacional iOS e seus lindos gadgets. Do outro lado, o robô Android da Google, desafiante não menos poderoso treinado pelos pesos pesados Samsung, Motorola, HTC, Asus e Acer, entre outros bravos guerreiros.

Mas a minha visão talvez seja um pouquinho diferente porque tenho a oportunidade de estar servindo de “sparring” para os dois combatentes, ao mesmo tempo. No mesmo dia em que a TIM entregou o meu Samsung Galaxy Tab de 7”, minha filha chegou de viagem trazendo na babagem o encantador iPad2.

Para quem gosta de tecnologia como eu, imaginem só, terça-feira passada foi um dia orgasmático.

Mas vou deixar de fornicar a paciência de vocês e ir direto ao assunto, ao confronto entre o iPad e o Samsung Galaxy Tab, sem, entretanto, questionar o tamanho dos aparelhos, pois isso é opção pessoal e eu optei, de fato, por usar um aparelho menor e mais leve no dia a dia.

Também não vou dizer que o Galaxy tem televisão analógica e digital, porque pouco assisto TV e pra mim não faz muita diferença ter ou não ter.

Muito menos lembrar que o Galaxy Tab roda sites em flash porque isso já começa a cheirar a tecniquês.

Quero avaliar a utilização prática de um tablet no dia a dia de trabalho.

Pra ir logo estragando a festa dos fiéis seguidores do Mr. Jobs, divulgo logo o resultado: pra mim, o Samsung Galaxy Tab venceu por nocaute logo no primeiro round. E não venham me criticar por isso, pois mostro minha total isenção: meu celular é um iPhone e não consigo pensar em outro.

Já tive micro com Linux – que é a base do Android – e detestei, voltando pro bom e velho, odiado e amado, Windows.

Portanto, não sou, nem fanático pela Apple e nem idolatro o Android. Sou um usuário que quer saber de praticidade na hora de usar seus maravilhosos trecos digitais.

Os velozes e furiosos fanzocas do Steve vão me atacar dizendo que o Galaxy Tab usa o Android 2.2 Froyo, um sistema operacional que não foi feito especialmente para tablets. E eu respondo: e daí? O que isso significa na prática? Talvez seja até bom, pois é um sistema mais leve e ágil, sem tantas firulas que exijam maior poder de processamento.

Para o usuário padrão, o que interessa é conseguir realizar tudo o que ele quer fazer, do jeito que está acostumado a fazer. E isso você faz no Android, como, por exemplo, ligar o tablet na porta USB do seu computador e ele ser reconhecido imediatamente – exatamente como um pen drive – permitindo que você crie pastas e subpastas no cartão de memória, arrastando todos os seus arquivos para dentro do tablet.

Bom, só o fato de você poder aumentar a memória de 16 Gb para até 48 Gb com um simples cartão micro-SD, já é mais um gancho de direita do Samsung Galaxy Tab bem no queixo do iPad.

Mas o golpe de misericórdia veio quando minha filha suplicou clemência, pois o iTunes do notebook dela  não estava reconhecendo o seu novo iPad, porque o nome da biblioteca do iTunes estava diferente do nome da biblioteca do iPad, ativado em uma Apple Store canadense.

Ou seja: enquanto eu já havia passado todos os meus arquivos importantes de trabalho para o Samsung Galaxy (arquivos de vídeo em quase todas as extensões mais comuns, músicas, planilhas Excel, textos do Word, apresentações do Power Point, arquivos PDF, e-books ePub, etc…), minha filha ainda brigava com o iTunes para renomear a tal biblioteca de arquivos do programa, para poder sincronizar alguns poucos tipos de arquivos que o iPad roda nativamente, além dos vídeos exclusivamente Mp4 e música que estejam apenas naquele mesmo computador gerente.

Coisa chata isso de ter que ser escravo de uma só máquina para sincronizar seus arquivos, não é Steve?

Obviamente que o design da Apple é campeão. Não só dos aparelhos, como dos ícones de programa e da própria AppStore da Apple. Mas, sinceramente, isso é muito pouco para quem não quer ter apenas um “rostinho bonito” sobre a mesa.

E no que depender de mim, rostinho bonito é o do Samsung Galaxy Tab, já que o do iPad ficou bastante machucado no confronto direto, quando soou o gongo.