Não há extraterrestres gays!

Acabo de saber isso pelo Canal Discovery. E, claro, quando o Discovery fala, tá falado, ninguém discute. É uma reportagem sobre abdução, sacanagem interplanetária, sei lá. Só sei que estava xeretando o Twitter, sem dar muita bola pra TV ligada, quando escutei aquela voz padrão Discovery afirmando que ET é tudo espada.

A reportagem afirma categoricamente que não existem relatos de terráqueos e extraterrestres do mesmo sexo fazendo sexo. Curioso como sou, direcionei imediatamente minhas antenas para a TV, ao mesmo tempo em que iniciei uma conclusiva pesquisa pela internet. Fiquei estarrecido com o que vi e li: essa pouca vergonha intergaláctica acontece há milênios.

No seu livro Os Astronautas de Yaveh, o escritor espanhol J.J. Benitez supõe que nas veias de Jesus corria sangue ET, pois ele seria filho da terráquea Maria com um tal de Deus, Jeová, ou Javé, um Senhor extraterrestre. Para Benitez, entre outras coisas, a Estrela de Belém nada mais era do que um OVNI servindo de GPS pros Reis Magos. A ficção do J.J. é muito interessante e a leitura bastante recomendada, mas é melhor voltarmos aos relatos documentados, antes que eu seja excomungado pelo Padre Ronaldo na missa do próximo domingo.

Mudando o rumo da prosa da Galiléia para Maringá, um outro caso surpreendente aconteceu há 30 anos. No dia 13 de abril de 1979, os irmãos JM e RC, com 19 e 13 anos respectivamente, foram abduzidos enquanto voltavam pra casa, por uma misteriosa luz que os seguia. Dentro da nave, o irmão mais velho foi abusado por uma ETsuda de 1.80 metro de altura, pele clara, seios apontando pra Saturno, cabelos negros e lisos na altura dos ombros, lindíssima, porém fria como a cauda de um cometa. Olha só o relato do rapaz, registrado nos anais (êpa!) do caso: “Subi em cima dela e mandei brasa. Mas estava sem graça, não tinha sensação, não tinha nada. Era um prazer frio, mas cheguei ao orgasmo. Ela me empurrou e eu me levantei. Iniciamos uma conversa e ela disse: tomara que a semente germine”

Bom, se a semente germinou ou não é um mistério sideral. Pelo menos até onde se sabe, JM não está pagando pensão alimentícia pra nenhum bacuri verdinho e cabeçudinho. Como se vê, traçar uma gostosona de outra galáxia tem lá suas vantagens.

Não muito diferente aconteceu aqui pertinho, em Colares, entre 1975 e 1979. Enquanto os OVNIS pipocavam nos céus paraenses, as mocinhas apareciam aqui em baixo com “periquitos” nos seios e nos pescoços, causados pelas espadas de luz disparadas pelos artefatos não identificados. Questionadas em casa, a resposta era a mesma: “foi o chupa-chupa, mãe!”. Nove meses depois, batata: a semente germinava. Era assim, tipo uma versão mais tecnológica da lenda do bôto.

Hoje, esses filhos das estrelas estão na faixa dos 30 anos de idade. Desconfio até que um colega de trabalho é uma dessas sementinhas germinadas, pois é cabeçudinho, veio das bandas de lá e é uma verdadeira florzinha desabrochada. E é isso que não bate.

Não sei não, mas é por essas e por outras que acho melhor a gente não acreditar em tudo o que Discovery Channel diz.

 

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