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Blog do CesarPB

Delírios Criativos, Mídia Digital e outras bobagens.

mês

abril 2011

Sorteio de Páscoa

Comente a crônica abaixo e concorra ao sorteio do meu e-book que está a venda na Simplíssimo. Na noite do Domingo de Páscoa, vai rolar o sorteio.

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O crime na loja de roupas

Sabe onde estou agora? Numa loja de roupas femininas.

Bom, tem maridos que detestam entrar em lojas de roupas femininas. Comigo é um pouco diferente: eu, no papel de marido, também abomino isso do fundo da minha alma. Mas, no papel do escritor de crônicas, acho fascinante.

Não existe nada mais entediante pro marido do que passar mais de uma hora fazendo cara de paisagem, enquanto a mulher escolhe vestidinhos que ele jamais daria a ela, porque teria absoluta certeza que ela odiaria cada um deles do fundo da alma dela também. Mas parece que ela faz questão de comprar justamente esses, pra mostrar toda a sua incompetência na hora dessa tão importante ferramenta da integração matrimonial: a escolha do presente dela.

Já entrou numa loja de roupas femininas sozinho pra comprar o presente da sua cara metade e sentiu isso na pele, né, meu amigo?

Agora mesmo, aqui na minha frente, observo um coitado de um marido com cara de pânico. Duas vendedoras tentam salvá-lo do previsível desastre. Estou pra levantar da poltrona para alertá-lo do risco de vida iminente.

É sério, senhores! Depois de ficar em duvida entre 35 modelos diferentes, o maridão escolheu um macaquinho de seda branco com bolinhas pretas. O problema não é o gosto duvidoso do modelito. Isso, a gente sabe que marido nenhum vai conseguir acertar em cheio. O problema maior é que o infeliz acaba de sair da loja levando na sacola um macaquinho de seda branca de bolinhas pretas, tamanho GG.

Ora, ora… Que ela não goste do tecido ou do modelo, tudo bem, afinal você não é nenhum Jaques Leclair e, no fundo, ela vai ficar até aliviada por você não ser um cara, digamos assim, tão dedicado às plumas e aos paetês.

O que o futuro defunto não percebeu foi o agravante do crime que, involuntariamente, cometeu: o treco é GG, meus amigos.

A estampa boi-bumbá pouco importa nessas horas. O diabo é o tamanho da peça. O marido exemplar, certamente pensou no conforto da esposa e no caimento da peça naquele corpinho não exatamente com o caimento tão em dia. Mas isso não é desculpa para a pena capital feminina:

– Você está me chamando de gorda??!!

Vai ser ele dar o presente pra sentença de acusação ficar retumbando na cabeça dele para toda a eternidade.

Não vai adiantar o cara se ajoelhar no milho e pedir perdão. Dar uma roupa GG é declarar guerra. É pior do que traí-la com a melhor amiga da infância. Ou se negar a pegar a mãe dela na rodoviária porque tem RE X PA no mesmo horário.

Por mais retumbante que seja a sua patroa, meu amigo, dê um modelito, no máximo, tamanho M pra ela e você ganha pontos importantíssimos na relação matrimonial.

Ela jamais vai se importar de ir na loja fazer a troca pelo GG, desde que ninguém precise saber disso, não é mesmo? E depois que ela tesourar a etiqueta, acaba a prova do crime e ela vai desfilar feliz, se achando toda toda, com o presente que você deu pra ela.

É meu amigo, casamento pra durar, tem que obedecer algumas etiquetas. E certamente a do tamanho do vestido não faz parte delas.

Amanhã, cedinho vou ler o obituário no jornal e rezar uma Ave Maria pela pobre alma que, há pouco, saiu aqui da loja.

Eu? Bom, sigo aqui me divertindo, cheio de graça, escrevendo bobagens, esperando o tempo passar.

Enquanto a comida não vem

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Quando a gente junta a fome com a vontade de desenhar, o resultado é esse draw, feito na tela do iPhone, enquanto esperava chegar a barca de sushi.

Ilustração num velho Palmtop

Painel de 3 metros de largura

Esse foi o estudo de um painel para as paredes da produtora de vídeo Imagem Produções, de Belém. Aproveitei a ilustração da sequência de frames para a capa do meu e-book (ver post abaixo). Nesse tempo eu desenhava na tela do bom e velho Palm. Hoje, faço meus draws que ilustram o cabeçalho deste blog, na tela do iPhone,

Uma semente germinada

Não há extraterrestres gays!

Acabo de saber isso pelo Canal Discovery. E, claro, quando o Discovery fala, tá falado, ninguém discute. É uma reportagem sobre abdução, sacanagem interplanetária, sei lá. Só sei que estava xeretando o Twitter, sem dar muita bola pra TV ligada, quando escutei aquela voz padrão Discovery afirmando que ET é tudo espada.

A reportagem afirma categoricamente que não existem relatos de terráqueos e extraterrestres do mesmo sexo fazendo sexo. Curioso como sou, direcionei imediatamente minhas antenas para a TV, ao mesmo tempo em que iniciei uma conclusiva pesquisa pela internet. Fiquei estarrecido com o que vi e li: essa pouca vergonha intergaláctica acontece há milênios.

No seu livro Os Astronautas de Yaveh, o escritor espanhol J.J. Benitez supõe que nas veias de Jesus corria sangue ET, pois ele seria filho da terráquea Maria com um tal de Deus, Jeová, ou Javé, um Senhor extraterrestre. Para Benitez, entre outras coisas, a Estrela de Belém nada mais era do que um OVNI servindo de GPS pros Reis Magos. A ficção do J.J. é muito interessante e a leitura bastante recomendada, mas é melhor voltarmos aos relatos documentados, antes que eu seja excomungado pelo Padre Ronaldo na missa do próximo domingo.

Mudando o rumo da prosa da Galiléia para Maringá, um outro caso surpreendente aconteceu há 30 anos. No dia 13 de abril de 1979, os irmãos JM e RC, com 19 e 13 anos respectivamente, foram abduzidos enquanto voltavam pra casa, por uma misteriosa luz que os seguia. Dentro da nave, o irmão mais velho foi abusado por uma ETsuda de 1.80 metro de altura, pele clara, seios apontando pra Saturno, cabelos negros e lisos na altura dos ombros, lindíssima, porém fria como a cauda de um cometa. Olha só o relato do rapaz, registrado nos anais (êpa!) do caso: “Subi em cima dela e mandei brasa. Mas estava sem graça, não tinha sensação, não tinha nada. Era um prazer frio, mas cheguei ao orgasmo. Ela me empurrou e eu me levantei. Iniciamos uma conversa e ela disse: tomara que a semente germine”

Bom, se a semente germinou ou não é um mistério sideral. Pelo menos até onde se sabe, JM não está pagando pensão alimentícia pra nenhum bacuri verdinho e cabeçudinho. Como se vê, traçar uma gostosona de outra galáxia tem lá suas vantagens.

Não muito diferente aconteceu aqui pertinho, em Colares, entre 1975 e 1979. Enquanto os OVNIS pipocavam nos céus paraenses, as mocinhas apareciam aqui em baixo com “periquitos” nos seios e nos pescoços, causados pelas espadas de luz disparadas pelos artefatos não identificados. Questionadas em casa, a resposta era a mesma: “foi o chupa-chupa, mãe!”. Nove meses depois, batata: a semente germinava. Era assim, tipo uma versão mais tecnológica da lenda do bôto.

Hoje, esses filhos das estrelas estão na faixa dos 30 anos de idade. Desconfio até que um colega de trabalho é uma dessas sementinhas germinadas, pois é cabeçudinho, veio das bandas de lá e é uma verdadeira florzinha desabrochada. E é isso que não bate.

Não sei não, mas é por essas e por outras que acho melhor a gente não acreditar em tudo o que Discovery Channel diz.

 

A quem interessar possa

Meu primeiro livro (eBook) já está a venda. Quer ler? Clique na capa:
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A quem interessar possa – Vol. Um

 

 

São 25 crônicas do cotidiano, bem humoradas, daquelas que a gente começa a ler e não consegue parar. Eu sei que sou suspeito pra falar, mas o livro está ótimo!

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